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por Thomas Pedrinelli

Especialista do MundoInvest

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Os 3 Pilares Fundamentais para você investir

Seja você um investidor iniciante ou experiente, é fundamental que antes de investir em qualquer tipo de ativo, seja ações, fundos imobiliários ou renda fixa, você precisa analisar os três pilares mais importantes dos investimentos:

Liquidez, segurança e rentabilidade

Vou apresentar para você como analisar pilar por pilar e te ensinar a realmente observar uma oportunidade e, além disso, mostrar como você pode tomar uma boa decisão em qualquer investimento!

Liquidez

A liquidez corresponde à capacidade de transformar os seus ativos em dinheiro “vivo”, dinheiro para poder utilizar com o que você quiser. 

Toda vez que você investe seu dinheiro, você empresta seu dinheiro por determinado tempo, com a expectativa de ter um retorno positivo ao longo do tempo! Só que muitas vezes você precisa deixar esse dinheiro por um prazo determinado até que a outra pessoa/empresa utilizar e rentabilizar!

O exemplo que eu mais gosto de utilizar em minhas aulas é a o processo de venda de um carro (sem considerar se ele é investimento ou não – vamos focar somente no processo de venda). Para vender o carro, temos que:

Esse processo inteiro demora 10 dias, em média. Ou seja, a liquidez de venda do meu carro é de 10 dias, pois demora 10 dias entre eu colocar meu bem a venda e realmente receber o dinheiro em conta corrente. 

Isso é a Liquidez. É quanto tempo o dinheiro demora para voltar pra sua mão desde o momento que você o pede ou solicita.

No mercado financeiro, usamos a expressão D+(número de dias), por exemplo, D+5. Isso quer dizer que a partir do dia que você pede o resgate ou faça a venda do investimento, ele leva 5 dias para retornar para seu saldo. Ações, por exemplo, são D+2. Isso significa que se você vender uma ação hoje, o dinheiro só estará na sua conta daqui dois dias úteis!

Alguns investimentos demoram menos, como D+0 (no mesmo dia, as vezes quase na mesma hora). Outros podem demorar muito mais, como D+15, D+30, D+60 ou até mesmo D+120.

E Isso não determina se um investimento é bom ou ruim, mas é muito importante você observar esse prazo. Sem olhar isso, você pode entrar em um investimento e, se precisar sacar por qualquer motivo, pode ficar prejudicado por conta do tempo que terá que aguardar até o dinheiro ser transferido para sua conta.

Segurança

Segurança ao investir é observar os riscos que você está disposto a se expor. Todo mundo fala que investir é arriscado, principalmente na bolsa de valores, comprando ações. Mas isso é um mito que precisamos conversar aqui.

Atravessar a rua pode ser arriscado. Mas deixa de ser arriscado quando fazemos na faixa de pedestres, com o farol fechado para os carros

Escalar pode ser arriscado. Mas evitamos alguns riscos ao colocar utilizar corretamente os itens de segurança, como capacete, cordas e mosquetões.

Quando falamos de investimento, existem diversos pontos que podemos, de maneira inteligente, observar e diminuir o risco para cada vez mais protegermos nossos investimentos.

Não estou falando que existe investimento 100% seguro, mas podemos buscar alternativas que são mais seguras ou que oferecem menos risco, comparando com outros similares.

Vamos falar aqui de alguns riscos:

Risco de Crédito:

Nada mais é do que correr o risco da contraparte não te pagar. Isso é muito importante quando avaliamos investimentos como Debêntures e CRI’s, mas não precisamos nos preocupar com esse risco em ações, por exemplo

Risco de Mercado:

É o risco que o mercado como um todo está exposto. Por exemplo, em 2020 tivemos uma crise que todos os mercados foram abalados, nacional e internacionalmente falando. Esse é um risco generalizado. Mas também podemos segmentar um pouco mais, como o risco das usinas hidroelétricas quando temos épocas de secas.

Risco de Liquidez:

Mede a dificuldade de você encerrar uma posição de um investimento. Esse risco é muito comum quando investimos diretamente em empreendimentos, como casas, apartamentos ou pontos comerciais. Temos que ficar de olho também em produtos do mercado financeiro, como CDB’s, LCI’s e até mesmo ações que não tem muita procura.

Risco Legal:

Da mesma forma que tivemos o escândalo do petrolão, que abalou drasticamente essa empresa, vira e mexe acontece algum entrave jurídico que pode atrapalhar seus investimentos. Evite ao máximo empresas que tenham esse risco 

Risco Cambial:

Investir, seja no Brasil ou no exterior, é essencial. Mas quando estamos falando de riscos, existe alguns investimentos que ficam expostos a oscilação de moedas, como dólar ou euro. Isso pode ser interessante para diversificar – desde que você saiba o risco que está se expondo.

Assim como a Liquidez, o analisar o risco também é muito importante. Podemos, ao mesmo tempo, ter investimentos de baixo risco e uma pequena parte, de acordo com a sua estratégia, alocar com um risco maior. Outro fato também é que os riscos podem se acumular, como por exemplo investir em exportadoras. Além do risco da empresa, temos o risco cambial intrínseco (por venderem em dólares). 

Toda vez que nos expomos a algum risco, queremos que o retorno seja tão bom quanto ou até melhor. Para isso, precisamos olhar a rentabilidade dos investimentos.

Rentabilidade

A rentabilidade é o que temos de expectativa de retorno sobre o investimento que queremos fazer.
Na renda fixa, existem dois tipos de rentabilidade. A pré-fixada, ou seja, você sabe o quanto você irá rentabilizar. Nesse caso, se você contratar, por exemplo, uma taxa de 10% ao ano, não importa o que acontecer nos próximos anos, você receberá os 10%. 

Outros investimentos têm uma rentabilidade pós fixada. Nesse tipo de retorno, você amarra o seu resultado financeiro ao que a gente chama de benchmark. Por exemplo, eu posso investir em um produto que me pague IPCA +3%, com vencimento para daqui 3 anos. Nesse cenário, não importa quanto a inflação for daqui 3 anos, eu receberei o valor da inflação, seja 1%, 3% ou 15% somados os 3% que estavam no contrato.

Já na renda variável, a rentabilidade é muito mais uma previsão do que pode acontecer. Nesse tipo de investimento, temos que ter mais atenção ao que compramos, pois a oscilação pode reverter a rentabilidade que você tinha como expectativa.

E agora vem a melhor parte. Como juntar esses pilares e construir seu patrimônio de maneira segura?

Como os pilares funcionam juntos?

Não existe um pilar mais importante que o outro, e os três devem ser analisados em um contexto juntos. É o mesmo que comprar uma banqueta. Se tiverem proporções diferentes, ainda será uma banqueta, mas com certeza não será uma boa banqueta.

No mundo dos investimentos é exatamente a mesma coisa. Existem todos os tipos possíveis de você investir seu dinheiro. Mas será que o risco que você se expõe tem a rentabilidade que você espera? Será que é possível eu ter uma rentabilidade muito alta com um risco muito baixo? Faz sentido?

É exatamente isso que precisamos nos atentar. E para isso, preciso que você determine seu objetivo ao escolher um investimento. Só assim poderemos tomar uma decisão em cima da liquidez, segurança e rentabilidade.

Exemplos Reais

Vamos supor que você juntou R$10.000 e quer investir com o objetivo de fazer uma viagem daqui 3 anos. Esse dinheiro não será usado antes disso, mesmo que numa emergência (você deve utilizar a reserva de emergência para isso). Essa viagem está com um custo previsto de R$11.000.

Ou seja, você precisa investir vem R$10.000, em 3 anos, para atingir no mínimo os R$11.000.

Nesse cenário, você pode investir uma parte, por exemplo, 80% em ativos que tenham baixa liquidez (3 anos), seguros e rentáveis para buscar o mais certo possível o valor mínimo da viagem. Os outros 20% você poderia buscar um risco maior em troca de uma rentabilidade maior. Com isso, você pode buscar acumular ainda mais do que R$11.000, sem se expor ao risco desnecessário e deixar de viajar por ter perdido dinheiro.

Qual o melhor investimento?

É impossível achar um produto que contemple os três pilares de maneira ideal para o investidor. Se você ganha em um, geralmente você perde em outro. Porém, há uma maneira de alinhar o tripé de maneira satisfatória através de uma carteira diversificada. Dessa maneira, é possível diversificar o ativo e montar uma carteira que traga uma boa rentabilidade, segurança e a liquidez necessária de acordo com os objetivos do investidor.

Quer uma ajuda para entender como você pode analisar esses 3 pilares e conversar comigo?

É só me mandar uma mensagem lá na minha página de autor. 

Fico esperando sua mensagem!

Um abraço

Thomas Pedrinelli

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Especialista do MundoInvest

Engenheiro por formação e Gestor do Mundo Invest, o Professor Thomas Pedrinelli é um dos principais professores na equipe do MundoInvest. Ele é responsável pela criação, desenvolvimento e manutenção de todos nossos cursos e conteúdos da plataforma.

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