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Como planejar as contas de início de ano

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por Anderson Felipe S. Moreira

Consultor financeiro e criador de conteúdo

Planejamento

Como planejar as contas de início de ano

Todo começo de ano é igual, milhares de contas chegam para ser pagas. Além das contas rotineiras como luz, água, gás, internet, assinaturas e afins, nós recebemos as contas de IPTU, IPVA, seguros, taxas de incêndio, anuidade de conselhos de classe, renovação de aluguel, condomínio. Tem renovação de matrícula e material para aqueles que tem filhos. Enfim, inúmeras contas chegam na virada do ano e o dinheiro vai embora rapidinho.

Mas, não precisa ser desse jeito não. E aqui vai uma dica que pode te ajudar bastante nessa organização para as contas do início do ano.

Para isso, comece fazendo uma retrospectiva dos anos passados e veja o quanto você teve que desembolsar, em média, para todos esses gastos. Tem contas que ficam mais caras (aluguel, condomínio, matrículas e material escolar, por exemplo) e tem contas que ficam mais baratas (IPVA e seguro, por exemplo). Tendo essa média de gasto conhecida, coloque uma margem de segurança (por exemplo uns 15%). Um exemplo, se a média for uns R$ 3000, considere que você terá que desembolsar R$ 3500 no início do próximo ano.

Agora pensa só: ter que fazer todo esse desembolso num mês ou em dividir em no máximo 2-3 meses. Pesado né? Isso vai acabar gerando uma sobrecarga no orçamento mensal e pode comprometer o seu equilíbrio mensal (prazer presente e investimentos para o futuro). E como podemos contornar isso? Poupando mensalmente até chegarmos no valor necessário. Vamos tomar o exemplo de R$ 3500 de gastos. Poupando mês a mês durante um ano inteiro, nós vamos desembolsar:

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Olha a diferença! Ao invés de tirar R$ 3500 num mês só, vamos diluindo esse gasto ao longo de 12 meses. Ou seja, o esforço necessário fica bem menor e isso vai evitar que haja desequilíbrio no seu orçamento mensal na virada do ano. Você já terá se preparado para esses gastos anuais.

Mas, Anderson, onde eu vou deixar esse dinheiro? Bom, você usar a mesma estratégia que se usa para a Reserva de Emergência. Vá investindo num ativo com baixo risco e de boa liquidez. O RDB do Nubank pode ser uma boa opção, o Tesouro Selic também ou algum ativo de renda fixa (CDB ou LC) de liquidez diária.

No Banco BTG Pactual, por exemplo, você consegue encontrar essas duas últimas opções de investimento de forma bem fácil. E como a Selic está num patamar mais alto, o que faz com que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, principal taxa da renda fixa) esteja mais alto também, os investimentos de Renda Fixa acabam rendendo consideravelmente bem, ou seja, ao final dos 12 meses, você conseguirá colher até mais do que R$ 3500.

Bom, espero que essa dica te ajude e que as contas de Janeiro não sejam mais problema para você.

Fale com o Anderson

Consultor financeiro e criador de conteúdo

Graduado em Química pela UFRJ e atualmente na pós-graduação em Finanças e Banking pela EA Banking. Anderson tem 27 anos, investe há 4 anos e há 2 anos se dedica a criar conteúdo no Instagram sobre Educação Financeira e Investimentos. Anderson é criador da página A Hora do Investimento.

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