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por Debora Costacurta

Especialista em Investimentos | Assessora de Investimentos

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Carteira Blindada

Carteira blindada é um termo muito utilizado quando a intenção é se precaver das possíveis quedas do mercado. Momentos de turbulência, como os prováveis concorrentes à presidência do país ou eventos externos ao mercado doméstico, podem impactar o humor do mercado. Desse modo, podem influenciar tanto papéis de renda variável como títulos de renda fixa. 

Mas, afinal, “o que precisa ter em uma carteira de investimentos para blindá-la? ”, você deve estar se perguntando. Obviamente, a composição depende do que você está querendo se proteger. Suas intenções podem ser se proteger da inflação, da desvalorização do dólar, da variação do mercado ou mesmo aproveitar a alta de outros mercados. 

Para entender melhor os possíveis papéis utilizados para blindar a carteira é só me acompanhar. 

Por que se blindar? 

Apesar do mercado poder trazer bons retornos no longo prazo, é importante se proteger para tentar ganhar mesmo quando o mercado não estiver ao seu favor. Há alguns modos de proteção, desde ferramentas simples até as mais complexas, dependendo da sua necessidade. Entenderemos cada um a seguir: 

Ferramentas para se hedgear

Há vários modos de se hedgear no mercado, isto é, se proteger de eventuais quedas ou movimentos contrários a sua estratégia. Claro que o que fazer e como fazer depende muito dos elementos contra os quais você está querendo se proteger. Vou tentar passar por cada um para facilitar a compreensão das  possibilidades. 

Renda Fixa

As rendas fixas podem ser um modo de se hedgear, tanto que sempre são utilizadas nas carteiras em geral para contrabalancear o risco. Há papéis prefixados, pós fixados e híbridos, a escolha de qual investir depende do que você quer se proteger. 

Por exemplo, se você quer se proteger contra a inflação é recomendado que você compre um papel atrelado ao IPCA índice de preços ao consumidor amplo. Se você quer se proteger de uma possível queda na taxa de juros, é mais indicado os papéis prefixados, enquanto o pós fixado é para quando a tendência da taxa de juros subir.

Exposição no Exterior

Não é novidade a variação do dólar, muitas vezes se valorizando frente ao real.  Se está planejando viajar em um período de um ano, pode ficar preocupado com a cotação do dólar, não dá para prever se estará mais caro ou barato. Para poder se proteger dessa desvalorização cambial é possível alocar seu capital em investimentos que possuem produtos com exposição cambial. 

Esses produtos (com exposição cambial) podem ser tanto fundos que possuem essa estratégia específica ou até mesmo alocados em BDRs, que são recibos de ações do exterior negociadas na bolsa brasileira. Porém, esses papéis também podem ser usados como proteção do mercado interno, por não terem o mesmo comportamento de mercado.  

Também é possível diversificar com exposição em outros mercados emergentes, como China e Índia. Esses países podem se beneficiar com futuras tendências tecnológicas, fazendo contraparte à sua exposição na bolsa brasileira. 

Outros Ativos

Para proteger a carteira também podem ser utilizados outros tipos de ativos, como o Ouro e os Criptoativos. Não tem muito o que falar do ouro, é uma reserva de capital e seu preço varia de acordo com a negociação do mercado. Ele se prova uma boa proteção quando o cenário não está muito positivo. 

A cotação do ouro de 10 gramas no período da pandemia teve uma alta de aproximadamente 129 pontos. Quando a poeira baixou o ouro voltou a andar de lado, como pode ser visto no gráfico. 

Gráfico Ouro

Agora, quando olhamos os criptoativos, ainda é um tipo de produto em discussão, principalmente sobre a sua segurança. Porém, são interessantes por não terem correlação com nenhum mercado, apesar da sua alta volatilidade. Se quiser entender mais sobre criptoativos só clicar aqui. 

Operar Vendido

Operar vendido no mercado é quando o investidor acredita que o mercado, ou uma ação em específico, está com tendência de baixa. Quando se acredita que o mercado pode ter um desempenho ruim, uma forma de se blindar é ficar vendido, na ação ou no próprio ETF que representa o Ibovespa, para assim ganhar com a queda. 

Derivativos 

Se hedgear com derivativos exige um pouco mais de conhecimento. Há alguns tipos de derivativos: Call, Put, Contrato a termo, Contrato Futuro e Swap. 

Não abordaremos a fundo sobre derivativos, pois ele demanda mais conhecimento. O que você precisa saber é que eles são uma forma de se hedgear no mercado de capitais.  

Como aplicar as ferramentas

Como fazer uma carteira blindada

Uma coisa é saber as possibilidade de uso desses ativos, outra é saber aplicar na carteira. Não é novidade que o investidor deve procurar ter uma carteira diversificada, essa blindagem está relacionada a isso. 

É possível montar sua carteira visando se proteger de mais de um possível evento. Na sua carteira pode ter produtos atrelados ao câmbio, renda fixa e uso de derivativos, além dos ativos da bolsa brasileira. Nessa carteira, o objetivo é se proteger da inflação, da variação cambial e de uma possível queda do mercado. 

O mais importante é saber as porcentagens distribuídas em cada papel e isso depende do seus objetivos e perfil de investidor. 

Se você precisa de ajuda para estruturar essa carteira blindada, é só me chamar no formulário no final do texto que discutimos o que pode ser o ideal para você!

Além da quantidade percentual de cada ativo na carteira, é importante estar atento a alguns detalhes: 

  • Sempre ter uma parte do capital em investimentos de liquidez imediata, de preferência de renda fixa, por trazer mais segurança. Caso precise retirar, consegue fazer com que caia na conta no dia.  
  • Estar atento à correlação entre ativos, ou seja, se dois produtos diferentes trazem o mesmo benefício, às vezes pode não compensar ficar com os dois.
  • É importante manter sua carteira balanceada, para não fugir do seu perfil de investidor e manter-se adequado ao nível aceitável de risco. 

Próximos eventos que podem impactar o mercado

Já temos o que usar e como usar, só falta saber quando. Primeiramente, não precisa ter algo explícito à sua frente para procurar diversificar seu portfólio, pois também podem ser vias que trazem rentabilidade.  

Mas, falando do cenário atual que vivemos, há alguns acontecimentos que vale a pena se atentar e blindar sua carteira. O primeiro exemplo é a expectativa das eleições de 2022. O ano nem acabou e analistas já dizem que isso já está impactando o desempenho dos investimentos, por isso a importância de se precaver e se hedgear. 

O que também devem se atentar é a pressão que está sendo feita na inflação. O mercado global como um todo vem tendo efeitos colaterais da reabertura da economia.

Evento Cisne Negro

Mas como falei, é sempre bom manter a carteira diversificada, não só para tentar ganhar de outros angulos, mas também por que existem eventos Cisne Negro. Há um livro muito famoso chamado Cisne Negro, do autor Nassim Taleb e ali ele explica o que é o o evento cisne negro. 

Nada mais é do que algo não previsível, como, num exemplo recente, a pandemia é um evento cisne negro. Para se garantir frente a outros eventos desse tipo, é importante pensar em uma estratégia onde não se deixe todos os ovos na mesma cesta, isto, diversifique seus investimentos

Espero que esse texto tenha ajudado você a entender melhor as formas de como blindar a carteira. Caso tenha ficado alguma dúvida não hesite em me chamar!

Até o próximo post!

Débora Costacurta

Fale com a Debora

Especialista em Investimentos | Assessora de Investimentos

Desde nova, a Débora já se interessava por investimentos. Sempre pesquisou sobre o assunto e ao longo dos anos foi se aprofundando cada vez mais! Iniciou sua jornada de investimentos, pegando gosto pelo assunto e se apaixonando pela área. Quando adquiriu conhecimento suficiente, se tornou assessora de investimentos na EWZ Capital, pois acredita que o mercado financeiro no Brasil tem ainda muito espaço para crescimento e consolidação!

CNPJ 31.630.299/0001-91