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Altcoins x Bitcoins. Qual a diferença e como investir?

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por Sabrina Coincidência

Especialista em Criptoativos

Criptoativos
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Aprenda tudo sobre Altcoins e como investir na prática

Logo após o surgimento do Bitcoin (BTC), primeira criptomoeda do mundo, surgiram diversos ativos digitais que buscavam trazer opções melhores em forma de dinheiro digital. Esses ativos são chamados de altcoins, pois são moedas alternativas ao Bitcoin.

Bitcoin vs Altcoins

Apesar de o Bitcoin ainda ser a principal criptomoeda do mercado, ele não conseguiu acompanhar as mudanças que a evolução do meio blockchain exige. A grande utilização do criptoativo primário mostrou ao mercado como suas taxas de transferências são altas e sua rede lenta para uma moeda que deseja ser utilizada no dia a dia. 

Foi esse cenário que deu origem às altcoins. Os primeiros ativos alternativos ao BTC vieram com o intuito de trazer transferências de valores rápidas e com um custo mais baixo, mesmo com o aumento da utilização da rede.

Contudo, as altcoins do mercado não se resumem apenas a transferências de valores, como é o caso do Bitcoin. Em um mercado com cerca de nove mil altcoins, vemos ativos focados na internet das coisas (IOTA), computação descentralizada (Ethereum), anonimato de transações (Monero) e muitas outras funcionalidades que agregam valores e resolvem as dores do cotidiano dos usuários. 

Principais Características das Altcoins

Descentralização

Ao contrário dos bancos convencionais, que centralizam todas as transações, o Bitcoin descentraliza suas transações. É através dos mineradores da criptomoeda que as transferências utilizando o BTC ocorrem. Os mineradores são os agentes que fornecem poder computacional para criar o criptoativo e validar todas as transações da rede do BTC. Há mineradores em todos os lugares do mundo e é justamente esse sistema que traz a descentralização para o Bitcoin

Já no mercado de altcoins, ainda vemos muitos ativos centralizados em seus criadores ou em sua empresa "mãe". Como a identidade de Satoshi Nakamoto- Criador do Bitcoin , ainda é um segredo para o mercado, ele não consegue influenciar o que acontece com o andamento e o preço da criptomoeda. Todavia, não é incomum vermos notícias de que o XRP, por exemplo, ativo da empresa Ripple, sofreu uma queda grande por manipulação da empresa ou até mesmo problemas regulatórios da Ripple impactando negativamente na moeda digital. 

Liquidez

De forma simples, liquidez é a facilidade e a velocidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro. Com essa definição em mente, podemos apontar que o Bitcoin é o criptoativo de maior liquidez do mercado. Afinal, ele está em todas as corretoras de criptomoedas, facilitando assim a conversão para moeda fiduciária de todos os lugares do mundo.

Não podemos deixar de mencionar que as altcoins também têm ganhado força nessa arena de liquidez. Com o intuito de aumentar seu mercado e atrair mais clientes para suas plataformas, as exchanges estão aumentando seu portfólio de altcoins. Além disso, temos o mercado de stablecoins, criptomoedas estáveis e lastreadas em bens do mundo real, que ajudam a trazer uma maior liquidez e segurança para os ativos alternativos. O USDT, por exemplo, é uma stablecoin lastreada 1:1 com o dólar americano. Além de ser uma excelente porta de entrada para o mercado de criptomoedas, a stablecoin facilita o cálculo da conversão para moedas fiduciarias- Moedas reais, como o dólar, euro ou o próprio real}.

Escalabilidade

De fato, essa é uma das maiores dores dos usuários do Bitcoin. Isso porque a criptomoeda não consegue ser escalável. Seu número de transações por segundo é muito inferior ao esperado para ser uma forma de pagamento. Só para exemplificar, o Bitcoin consegue processar apenas sete transações por segundo. Se compararmos com players grandes do mercado tradicional, como a Visa, veremos ainda mais o quão baixo esse número é. A empresa consegue processar até 76 mil transações no mesmo período

O que faz com que o Bitcoin não consiga escalar é a sua descentralização. Já o sistema da Visa é totalmente centralizado e é isso que faz com que seus pagamentos sejam tão ágeis e rápidos. Mas como podemos ter escalabilidade sem perder a descentralização? Aqui chegamos a outro dilema do mercado. Assim como a Visa, as Altcoins que tem mais escalabilidade são as que são centralizadas, mas mesmo assim, ainda com uma performance não tão boa como a processadora de pagamentos. 

Algumas altcoins têm buscado focar nesse desafio, como por exemplo, o XRP. 

Ele consegue fazer até 1.500 transações por segundo, mas está totalmente centralizado nas mãos de uma empresa, a Ripple. É aqui que vemos o "Trilema da Escalabilidade" do mercado de criptomoedas. Suas transações só podem ter duas das três propriedades: segurança, descentralização e escalabilidade.

Volatilidade

Essa modalidade pode ser definida como a variação de preço de um ativo. Ou seja, suas subidas e descidas. Apesar de o Bitcoin ainda apresentar um certo nível de volatilidade, as altcoins apresentam uma taxa muito maior que o criptoativo primário. Isso porque os ativos alternativos possuem uma capitalização de mercado menor que a do BTC. Uma capitalização alta sugere que há menos espaço para manipulações de preço. O Bitcoin pode não subir tanto quanto as altcoins, mas em momentos de queda do mercado, não cai tanto quanto elas.

Quais são as principais altcoins do mercado?

Litecoin (LTC): essa altcoin foi apresentada ao mercado em 2011 com o intuito de ser uma versão mais leve do Bitcoin. O código do Litecoin possui semelhanças com o do criptoativo primário, mas trouxe algumas modificações para que o LTC fosse mais rápido e escalável que a criptomoeda original. Enquanto o Bitcoin é apontado como ouro digital, o Litecoin é definido como a prata digital. 

Ethereum (ETH): essa é a principal altcoin do mercado. Sua capitalização perde apenas para a do Bitcoin. Apesar de ser possível a transferência de valores com o Ethereum, assim como é com o BTC, essa altcoin apresentou outra forma de utilização da tecnologia Blockchian. O ETH é um grande computador descentralizado onde todos podem criar tokens, contratos inteligentes e aplicativos descentralizados. Ou seja, ele é muito mais que "apenas" uma moeda digital.

XRP (XRP): Embora seja uma moeda digital que muitos criticam por conta da sua centralização, o XRP é uma das altcoins de maior capitalização e movimentação de mercado. Apesar de você puder armazenar o XRP em sua carteira, ele não foi criado para ser utilizado diretamente para consumidores. Seu objetivo é oferecer liquidez aos bancos e agentes financeiros, funcionando como uma rede global de liquidação.

Binance Coin (BNB): essa é a altcoin da principal corretora de criptomoedas do mundo, a Binance. A BNB tem chamado a atenção, pois sua empresa dá benefícios aos detentores da altcoin e incentiva o uso da plataforma, através de descontos de taxas de negociação da corretora, por exemplo.

Como diferenciar uma shitcoin de uma altcoin?

Em um mercado crescente, com quase 9.000 projetos de criptoativos, com certeza alguma altcoin não será boa. Enquanto algumas ideias resolvem as dores do mundo real, outras nasceram apenas para tirarem dinheiro dos investidores - principalmente dos iniciantes. Essas são as Shitcoins.

De uma forma simples, shitcoin é um termo usado para desprezar muitas criptomoedas inúteis que existem no mercado. Essas criptomoedas foram criadas sem um propósito definido, oferecidas a preços especulativos ou que simplesmente não têm uso porque são uma cópia de outros projetos, trazendo apenas mais do mesmo para o mercado.

 Quais são os prós e contras das altcoins?

Prós

  • São, em sua maioria, descentralizadas;
  • São ativos com transações rápidas;
  • Possuem funções exclusivas que não são observadas no Bitcoin;
  • Maior liberdade e menos burocracia nas transações;
  • Taxa média de transação menor que a do Bitcoin e de sistemas bancários;
  • Lojistas que aceitam altcoins em seus estabelecimentos não precisam pagar taxas como costumam pagar por aceitarem cartões de crédito e débito.

Contras

  • Alta volatilidade;
  • Muitas altcoins possuem uma oferta de moedas altas;
  • Capitalização de mercado baixa em relação ao Bitcoin.

 Como escolher uma altcoin para investir?

Já observamos que existem muitas altcoins, o que realmente torna difícil saber qual ou quais comprar para compor sua carteira de criptoativos. O que podemos dizer é que não existe fórmula mágica para escolher uma altcoin para investir. O que existe são procedimentos racionais que, quando seguidos adequadamente, podem resultar em ótimas escolhas de altcoins. Esse aqui é um pequeno Checklist antes de comprar Criptoativos:

  1. Entenda a proposta da altcoin: isso é muito importante, pois você precisa saber qual problema, de fato, essa altcoin nasceu para resolver. Ao analisar a criptomoeda, pense: Eu usaria isso? Ela tem mesmo a capacidade de resolver o que está propondo? Ela não é só mais uma cópia do mesmo que já vimos todos os dias? Se é apenas mais uma cópia, por que alguém deixaria de utilizar o que já está no mercado para entrar nessa nova altcoin?
  2. Descubra quem é a equipe que está desenvolvendo a criptomoeda: procure no website pelo “team” da altcoin, ou seja, quem são as pessoas que estão por trás do projeto. Geralmente os sites das criptomoedas mostram não apenas os nomes das pessoas, mas também mostram seus perfis, títulos acadêmicos, experiências. Verifique se as informações são verdadeiras. Isso é muito importante!
  3. Veja se a criptomoeda possui parcerias com empresas conceituadas do mercado blockchain e/ou do tradicional: esse fator não é um pré-requisito essencial para afirmar que o projeto é bom, mas caso o projeto tenha parcerias com empresas grandes, isso é um ótimo sinal para sua confiabilidade. Parcerias com universidades também contam pontos. Afinal, uma criptomoeda precisa de equipes fortes de pesquisa e desenvolvimento e parcerias com universidades colaboram muito nesse sentido.
  4. Descubra detalhes sobre a comunidade: Entre nós principais canais de comunicação do mercado de criptomoedas, como Telegram, GitHub e Twitter e veja a interação do público e os retornos que as pessoas têm sobre a altcoin. Esse fator costuma ser tão importante quanto a qualidade da equipe, podendo ser decisivo dependendo do projeto. É nessa área que você consegue ter uma visão mais isenta do projeto. 
  5. Considere a capitalização da altcoin: No site Coinmarketcap você pode descobrir facilmente a capitalização da altcoin que deseja investir e ainda pode compará-la com as demais para ter mais base de investimento.  Uma grande capitalização significa que a moeda é bastante popular e já possui investidores. Há dois lados da moeda nessa consideração. O lado positivo é que uma capitalização alta mostra que a criptomoeda tem uma confiança no mercado. Por outro lado, aponta que ela pode não ter mais tanto espaço para crescer

Conclusão

Sem dúvidas, as altcoins trazem um grande mundo de possibilidades e atrativos novos. Problemas que há alguns anos não sabíamos como seriam resolvidos estão com suas soluções prontas através desses ativos. Todavia, não podemos deixar de apontar que as altcoins ainda estão em desenvolvimento. Muitas ainda precisam de mais adoção para provar que conseguem resolver as dores que se propuseram. Lembre-se que o Bitcoin só demonstrou problemas de escalabilidades e altas taxas após sua grande adesão. Sendo assim, a racionalidade é sempre primordial nesse mercado.

Quer continuar aprendendo mais sobre o mercado de altcoins? Me mande uma mensagem. Vai ser um prazer conversar com você sobre esse mercado inovador.

Abs,
Sabrina Coincidencias.

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Especialista em Criptoativos

Sabrina começou sua jornada no mercado de criptomoedas em 2016, quando ouviu falar sobre bitcoin pela primeira vez. Contudo, sua caminhada de empreendedorismo com blockchain começou em 2018, ano em que decidiu se dedicar à produção de conteúdo sobre o mercado.

CNPJ 31.630.299/0001-91