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Ethereum e seus concorrentes

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por Sabrina Coincidência

Especialista em Criptoativos

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Criptoativos

Ethereum e seus concorrentes

Ethereum (ETH) é a principal altcoin - Todos criptoativos que não são o Bitcoin} altcoin - do mercado de criptoativos. Só para exemplificar o tamanho da força dessa criptomoeda, ela só perde capitalização para o Bitcoin (BTC). O Ethereum possui um objetivo muito mais que ser apenas uma moeda de troca: ele nasceu para ser um grande computador descentralizado. Ele pode ser utilizado como pagamentos, assim como o BTC, mas também permite que as pessoas criem em seu blockchain: 

· Tokens: ativos digitais semelhante às criptomoedas, mas que precisam de um blockchain de terceiros; 

· Aplicativos descentralizados: os mesmos apps que você utiliza no dia a dia, seja de jogos ou redes sociais, podem ser criados na rede da altcoin. A diferença é que eles não possuem censura como em muitos aplicativos centralizados; 

Contratos inteligentes: esses contratos operam sem a necessidade de um intermediário, como advogados e/ou juízes. Apenas os indivíduos que fazem parte do contrato estão envolvidos nele. A própria tecnologia blockchain garante que o contrato inteligente irá se cumprir do jeito que foi programado, eliminando assim a confiança em terceiros.

A história do Ethereum

Você sabia que o Ethereum que acabamos de citar não é o Ethereum original? Na verdade, ele é um fork bifurcação} do verdadeiro Ethereum. Mas antes disso, preciso te explicar o que é fork. Essa bifurcação acontece quando não há consenso entre os indivíduos da rede do criptoativo. Ou seja, quando um lado quer tomar uma decisão completamente diferente para trazer melhorias para a altcoin. Quando acontece essa divergência de pensamentos, a rede da criptomoeda toma dois rumos e os usuários decidem para qual lado irão. Geralmente o fork traz duas versões da criptomoeda para o mercado e foi justamente isso que aconteceu com o Ethereum.

Tudo começou com o hacker “The DAO”. 

Em suma, DAO, “Decentralized Autonomous Organisation” ou “Organização Autônoma Descentralizada”, é um sistema que imita a governança de uma empresa controlada por acionistas no blockchain Ethereum. Essa organização funciona à base de contratos inteligentes e os detentores da maior parte dos ativos são os que mandam. Atualmente, há diversas DAOs no mercado, como a PleasrDAO, por exemplo, mas a primeira foi lançada em 2016. 

The DAO arrecadou US$150 milhões em investimentos. Todavia, no momento de euforia, um hacker conseguiu roubar cerca de US$55 milhões ao explorar uma falha nos contratos inteligentes da organização. Esse ataque mostrou que poderia existir uma ameaça à existência do Ethereum. Alguns usuários queriam que a altcoin apagasse as transações ilícitas para que a capitalização do ETH não fosse corrompida, mas outra parte não concordou com isso. Afinal, erros precisam ter suas consequências. Contudo, a primeira "turma" teve mais apoio. Sendo assim, houve uma escolha para o fork que deu origem à altcoin mais bem sucedida do mercado blockchain. Como houve uma divisão e mais pessoas optaram por apagar as transações, o ETH ficou com o nome inicial do Ethereum, enquanto o Ethereum Classic permaneceu com as transações ilícitas em sua rede. Atualmente, o Ethereum Classic não chega nem perto da movimentação do ETH, pois o Ethereum continuou com a maior parte dos desenvolvedores e aceitação do público.

Ethereum irá ultrapassar o Bitcoin? 

Sem dúvida, esse é um dos debates mais antigos do mercado de criptomoedas. Enquanto alguns apontam que nenhuma altcoin poderá tirar o reinado do Bitcoin, outros falam que o Ethereum possui esse potencial. Afinal, ele tem muito mais utilidades de caso que o criptoativo primário. Além disso, o crescimento em valor de mercado do Ethereum foi bem mais rápido que o do Bitcoin

Atualmente, o que observamos em uma análise mais profunda é que as duas criptomoedas possuem propostas completamente diferentes e que nenhuma precisa se sobrepor à outra. Bitcoin e Ethereum são mais complementares que rivais. O único fator que faz com que os dois "briguem" é a atenção por capitalização de mercado. 

Como resultado de serem duas ideias diferentes, há muitas peculiaridades em cada que você consegue observar nesse quadro comparativo?

Emissão de moeda

Bitcoin: possui um número limitado de emissão. Existirão apenas 21 milhões de unidades. 

Ethereum: não tem uma quantidade máxima de emissão de moedas.

Agilidade de transações

Bitcoin: em pequenas transações a rede da criptomoeda demora cerca de 10 minutos para validá-las. Já em grandes quantias, o tempo médio de espera é de 50 minutos.

Ethereum: as pequenas transações na rede do Ethereum são confirmadas com uma média de 15 segundos. Contudo, o tempo médio de uma grande transação é de 70 minutos.

Modelo de consenso 

Bitcoin: a criptomoeda trabalha com o modelo Proof of Work - Prova de Trabalho, onde o minerador é pago por todas as decodificações que resolver}. Isso significa que depende de mineradores para que suas transações sejam validadas. 

Ethereum: Embora ainda trabalhe com Proof of Work - Prova de Trabalho}, o Ethereum está se preparando para entrar no Proof of Staking-Uma evolução do PoW, porém você coloca sua credibilidade em jogo, trazendo mais “honestidade” para o sistema. Sendo assim, os detentores da criptomoeda serão os responsáveis pelas transações da altcoin.

Principais problemas do Ethereum 

Atualmente, a principal altcoin possui dois problemas que precisam ser urgentemente resolvidos para que ela continue sendo destaque: escalabilidade e altas taxas. 

Escalabilidade

Esse termo pode soar estranho se você não está acostumado com o mercado de criptomoedas, mas calma que vamos explicar. De forma simples, a escalabilidade de uma criptomoeda é a quantidade máxima de transações que a rede é capaz de processar por segundo. Apesar de o Ethereum ser mais rápido que o Bitcoin, o uso constante de sua rede por contratos inteligentes, aplicativos descentralizados e tokens fez com que seu blockchain começasse a ficar lento pesado. Isso mostrou que o ETH não está preparado para ser um grande computador descentralizado. 

Em 2017, um aplicativo descentralizado chegou à rede do Ethereum, o CryptoKitties. Esse dApp é um jogo de gatos virtuais no qual você pode comprar, negociar e colecionar os animais digitais. A explosão foi enorme. Diversas pessoas decidiram entrar nesse jogo. Como resultado, a rede do ETH chegou a pontos de resistência altos. O CryptoKitties foi responsável por 15% de todo o consumo de taxas do Ethereum e isso causou uma grande lentidão nas transações. Essa lentidão é observada até hoje, pois a rede do Ethereum está muito mais utilizada que em 2017.

Altas Taxas

A falta de escalabilidade do Ethereum apresenta outro problema que a altcoin  precisa vencer. Sua taxa média de transação. Com a utilização do CryptoKitties, ela saiu de US$0.31 para US$8.03. E isso foi apenas no início da febre do jogo. Com o passar dos meses, o crescimento de jogadores impactou ainda mais os custos! Atualmente, vemos essas taxas chegando a superar a marca de US$1.000. O grande problema está nas pequenas transações que um usuário quer fazer, pois quem deseja fazer uma transferência de US$1 milhão, pode não se importar de pagar uma taxa tão alta. Contudo, há transações que os usuários da criptomoeda precisam fazer de apenas US$100, por exemplo. Imagina pagar uma taxa que supere o valor que você precisa transacionar? 

Mas nem tudo está perdido

Embora o cenário esteja bem crítico para a altcoin, ela está caminhando para uma atualização que mudará seu ambiente. O Ethereum 2.0 nascerá com o intuito de resolver os problemas de escalabilidade e altas taxas, fazendo a migração da altcoin do Proof of Work para o Proof of Stake. Também será apresentado nessa evolução uma remodelação de rede. O Ethereum não será mais um computador descentralizado, mas sim terá diversos “mini-computadores” integrados em uma rede principal. Essa é a maior aposta da equipe e dos usuários da altcoin para melhorias do ETH.

Quais os principais concorrentes do Ethereum? 

Em busca de resolver as questões acima citadas, surgiram diversas altcoins para concorrerem diretamente com o Ethereum. Elas desejam apresentar um ambiente atrativo e que não deixe seus usuários com as dores observadas na principal altcoin. 

Polkadot: é descrito por seus desenvolvedores como o próximo passo para a tecnologia blockchain. De acordo com o seu site, é uma versão melhorada do ETH  que consegue trazer segurança, escalabilidade e inovação. Além de também ser possível a criação de tokens dentro da Polkadot, ela ganha mais destaque por ter interoperabilidade de redes. Ou seja, os blockchains de diferentes ativos podem conversar. 

Cardano: é uma plataforma descentralizada que permite transferências de valor programáveis complexas de forma segura e escalável. Através da Cardano, os usuários podem criar tokens nativos. Ela também já trabalha com o modelo de consenso Proof of Stake. Sendo assim, está a um passo na frente do ETH. 

EOS: a plataforma de contratos inteligentes consegue apresentar transações mais rápidas e com menos taxas que o Ethereum. O EOS é visto como o criptoativo que oferece uma plataforma blockchain descentralizada e de alto desempenho para empresas de todo o mundo, se mostrando também forte nessa batalha de tecnologia.

Quem vencerá a batalha final?

Conforme observado, não podemos colocar o Bitcoin e o Ethereum como rivais por apresentarem propostas diferentes. São duas redes poderosas e que o mercado verá ainda muita evolução em torno das duas criptomoedas. Mas e as concorrentes do Ethereum? Será que elas, de fato, possuem potencial para vencer a altcoin? Isso apenas o tempo irá dizer. 

Vemos que o mercado é muito fiel às criptomoedas mais antigas e mais receoso com os novos projetos. Todavia, as mudanças do Ethereum precisam chegar de forma mais rápida para que ele continue em liderança. Novas gerações estão entrando no mercado e desejam redes mais rápidas e com menos taxas para transacionar. Contudo, não esqueça: as taxas do Ethereum só estão aumentando porque mais pessoas e empresas estão utilizando sua rede. Ele está muito longe de ser uma criptomoeda morta.

Quer saber mais potenciais da rede do Ethereum? Veja como a altcoin se destaca em “Tudo o que você precisa saber sobre DeFi”.

Sabrina Coincidências

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Especialista em Criptoativos

Sabrina começou sua jornada no mercado de criptomoedas em 2016, quando ouviu falar sobre bitcoin pela primeira vez. Contudo, sua caminhada de empreendedorismo com blockchain começou em 2018, ano em que decidiu se dedicar à produção de conteúdo sobre o mercado.

CNPJ 31.630.299/0001-91