Teoria de Dow

Você sabe fazer uma análise técnica do mercado financeiro?

Não?

Não se preocupe!

Neste artigo você entenderá o que diz a teoria que mesmo depois de 100 anos ainda influencia a maneira de investir em ativos financeiros.

Teoria de Dow

A Teoria de Dow foi desenvolvida por Charles Dow, colunista do The Wall Street Journal, criador do índice Dow Jones.

Essa teoria é simples e fundamental para quem quer utilizar análise técnica para seus investimentos e ser um investidor em uma posição mais especuladora.

Charles dividiu ela em 6 princípios básicos:

  1. OS ÍNDICES DESCONTAM TUDO

Para Charles Dow, todos os índices, seja Dow Jones ou Ibovespa, já refletem todo o consenso do mercado sobre o passado, presente e futuro.

Os preços das ações, bem com os índices, são resultados de todas as operações de compra e venda feitas por todos os investidores do mercado.

Se um mercado é rápido e eficiente, qualquer notícia, seja lá qual for seu grau de influência (catástrofes, política e etc.), é rapidamente absorvida nos movimentos dos preços, enquanto os índices agregam estes movimentos.

  1. O MERCADO TEM 3 TENDÊNCIAS

Note que o comportamento dos preços deixa, no gráfico, desenhos semelhantes à vales e montanhas. Essas variações nos preços possuem características peculiares que são classificadas em três tendências: primária, secundária e terciária.

A primária é a tendência de longo prazo. Dura pelo menos um ano. Seu movimento não é em linha reta, possui vários movimentos corretivos. Se a tendência primária é de alta, os picos têm que ser ascendentes (maiores que o anterior). Se for de baixa, têm que ser descendentes (menores que a anterior).

A secundária é a quebra de padrão temporário da tendência primária. Com duração de médio prazo (3 semanas a 3 meses). São excelentes momentos para entradas, aonde os preços sofrem correções.

Já a terciária é derivada da secundária. Com duração de curto prazo (1 dia a 3 semanas), é normalmente aproveitada pelos investidores mais agressivos.

  1. AS TENDÊNCIAS PRIMÁRIAS POSSUEM 3 FASES
  • Acumulação

É o momento em que o mercado absorveu as notícias ruins que constituíam uma tendência de baixa e começa a dar sinais de reversão para uma tendência de alta. É o melhor momento para comprar algum ativo.

  • Participação Pública

Neste momento os investidores seguidores de tendência começam a comprar o ativo, ocorrendo rápidas altas significativas, enquanto as novas boas notícias são assimiladas pelo mercado.

  • Distribuição

Os investidores que compraram o ativo na fase de acumulação, começam a se desfazer de suas posições, embolsando o lucro. Os jornais começam a escrever sobre a força que o ativo ganhou, o volume de operações aumenta e a participação pública também.

  1. OS ÍNDICES E MÉDIAS DEVEM CONFIRMAR UNS AOS OUTROS

Os índices agregam o desempenho de diferentes grupos de empresas. Para que uma tendência de alta ou baixa se confirme, é preciso que esses índices caminhem juntos. Isso porque cada um dos índices, por mais que tenham suas diferenças, representam um setor da economia, logo dependem de fatores semelhantes para terem um crescimento sustentável.

  1. O VOLUME DEVE CONFIRMAR A TENDÊNCIA

O Volume é um fator secundário, mas importante para que novas tendências de preço sejam confirmadas.

Numa tendência de alta, por exemplo, o volume iria crescendo com o passar do tempo, enquanto que uma tendência de baixa, o volume diminuiria.

Hoje existem indicadores que auxiliam na determinação dos movimentos do volume e dos preços, para apontarem se eles estão confirmando um ao outro.

  1. UMA TENDÊNCIA IRÁ OCORRER ENQUANTO NÃO HOUVEREM SINAIS DE REVERSÃO

Existem diversos instrumentos de análise técnica para confirmar se uma tendência está em curso ou não (indicadores de análise técnica, padrões gráficos e padrões de candlesticks).

Não é tão simples identificar se uma tendência irá ocorrer ou não, mas caso o faça com sucesso, será um grande passo para identificar a fase de acumulação de um ativo.

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